A autonomia do professor diante de seus alunos!
É muito comum ouvirmos dos pais nas reuniões de pais e mestres, que seus filhos vão à escola e só aprendem o que não presta! Segundo os pais ( e não é mentira ) seus filhos voltam da escola violentos, falando palavrões e não aprendem nada de concreto!
Mas... Até onde a culpa é das escolas, dos pais ou dos professores? Qual a função do professor dentro do modelo educacional proposto pela secretaria da educação? Qual o papel do educador na formação da personalidade do cidadão? O que a autonomia do professor diante de seus alunos permite que seja feito?
Sejamos justos e bastante éticos, mas acima de tudo, falemos a verdade:
O papel da escola não é o de educar as crianças. A educação da criança parte de sua casa, de sua comunidade, da cultura de seu povo e cabe à escola e aos educadores, desenvolver o convívio social, os aspectos culturais e sociológicos e, acima de tudo, transmitir conhecimento.
Sendo assim, atribuiremos as responsabilidades ( e não culpas ) a quem de direito: Aos pais, cabe a educação e formação da personalidade de seu filho. À escola, estrutura para multiplicar conhecimento e segurança para seus integrantes. Ao Estado, cabe infraestrutura, segurança, recursos e formação adequada ao corpo docente. Aos professores, cabe realizar suas tarefas com dedicação, amor e acima de tudo respeito aos seus pares, pais e alunos. A todos, o papel fundamental é de que não omitam!
É correto afirmar que o meio influencia na personalidade, mas se houver uma base familiar sólida o meio terá menos influência na formação da personalidade da criança.
Mas, sejamos justos, não são todos os pais que têm condições e tempo de educarem seus filhos, muitos só veem seus filhos nos finais de semana ( quando veem ).
Outros, não dispõem de estrutura familiar suficiente para educar seus filhos! Portanto, qual o papel da escola? Claro que as normas de convívio social devem ser "impostas" pela escola. Uso esse termo por que a disciplina é importantíssima na formação do caráter e, infelizmente, vivemos num nível de respeito mútuo que exige que certas "normas" sejam impostas, assim como nos é imposto por pessoas ouvirmos certas músicas, em tom alto, nas portas de nossas casas... Ninguém nos pergunta se queremos ouvir, simplesmente impõe uma cultura que muitas vezes não é a nossa, sem se preocupar com o próximo, não é mesmo?
Pois se devemos "aceitar" certas imposições, podemos impor o que é bom, correto, digno.
O papel da escola não é o de fechar os olhos ao CAOS social, à falta de estrutura familiar e ao ambiente violento e as imposições do poder paralelo! A escola deve ser administrada como se fosse uma empresa mesmo, deve ser devidamente limpa, deve ter estrutura de atendimento aos pais e às crianças e não deve permitir que ações sejam tomadas pelos seus alunos à revelia do respeito ao próximo, concordam?
Mas, e agora? Devemos primar pela ordem, pelo respeito ao próximo, pela socialização e evolução cultural, mas a autonomia do professor não permite que ele "obrigue" as crianças e adolescentes a cumprirem o que lhes é determinado.
A obrigação é um termo tão forte e negativo, que por si só tende a não dar certo!
Da mesma forma que o administrador escolar não deve se omitir de seu papel, mesmo que seja concursado e tenha seu salário "garantido", o professor também não deve se omitir , deve realizar sua tarefa com paixão! É certo que nem todos os alunos atingirão o mesmo patamar, nem todos serão os cidadãos que esperamos, mas a maioria certamente absorverá o amor e a dedicação que colocamos na execução de nossas tarefas!
Devemos usar nossas experiências como pais, filhos, irmãos, cidadãos... Devemos usar a nossa formação teórica, nossos instintos e nosso amor pela profissão que escolhemos, independentemente do sistema educacional aplicado pelo Governo.
Amar nossa profissão e sonhar com uma sociedade mais justa e igualitária é fundamental para atingirmos nossos objetivos. Pregar o respeito ao próximo, a importância da leitura e do conhecimento continuado, da formação profissional, da higiene e assiduidade, do combate às drogas e, principalmente, do amor ao próximo! Independente da religião, amar o próximo e à natureza são dois princípios básicos para a perpetuação da espécie.
Condenar práticas violentas e "envolver" nossos alunos com técnicas de psicologia e sociologia são fundamentais para a formação de um cidadão.
Qual a autonomia do professor diante de seus alunos?
Simples! A autonomia do professor começa pela formação continuada!
Não basta fazer o curso de pedagogia e a licenciatura, o professor precisa se especializar a cada dia! A psicologia é fundamental para sabermos motivar e lidar com pessoas, a sociologia nos ajuda a criar cidadãos conscientes, a busca constante pelo conhecimento e cultura nos permite educar pelo exemplo. Principalmente, o professor não deve se omitir diante das dificuldades. Deve condenar o poder paralelo e o consumo de drogas, mesmo que tenha entre seus alunos filhos de traficantes ou criminosos. Deve educar e conscientizar as crianças, sem impor comportamentos mas cobrando respeito aos seus colegas e aos professores, pais, vizinhos... Deve motivar as pessoas para que elas sejam pessoas melhores e, desta maneira, transformem seus lares, pares, seus irmãos, seus pais, vizinhos e a todos com um comportamento voltado á cidadania. Agora, eu pergunto a cada um de vocês:
É possível transformar nossa sociedade? Nossa autonomia ainda é pequena, diante das nossas expectativas? E o orgulho que temos de nossa profissão, supera a necessidade financeira?
Se as respostas para essas perguntas foram NÃO, desculpem, mas vocês estão na profissão errada.
Se as respostas foram um SIM, não desista! Continue seu caminho em busca de um mundo melhor e acredite: Não é Utopia!
Fábio Anjos é Administrador de empresas, consultor empresarial e professor universitário. Pós graduado em docência de ensino superior.
terça-feira, 19 de março de 2013
A autonomia do professor diante de seus alunos!
A autonomia do professor diante de seus alunos!
É muito comum ouvirmos dos pais nas reuniões de pais e mestres, que seus filhos vão à escola e só aprendem o que não presta! Segundo os pais ( e não é mentira ) seus filhos voltam da escola violentos, falando palavrões e não aprendem nada de concreto!
Mas... Até onde a culpa é das escolas, dos pais ou dos professores? Qual a função do professor dentro do modelo educacional proposto pela secretaria da educação? Qual o papel do educador na formação da personalidade do cidadão? O que a autonomia do professor diante de seus alunos permite que seja feito?
Sejamos justos e bastante éticos, mas acima de tudo, falemos a verdade:
O papel da escola não é o de educar as crianças. A educação da criança parte de sua casa, de sua comunidade, da cultura de seu povo e cabe à escola e aos educadores, desenvolver o convívio social, os aspectos culturais e sociológicos e, acima de tudo, transmitir conhecimento.
Sendo assim, atribuiremos as responsabilidades ( e não culpas ) a quem de direito: Aos pais, cabe a educação e formação da personalidade de seu filho. À escola, estrutura para multiplicar conhecimento e segurança para seus integrantes. Ao Estado, cabe infraestrutura, segurança, recursos e formação adequada ao corpo docente. Aos professores, cabe realizar suas tarefas com dedicação, amor e acima de tudo respeito aos seus pares, pais e alunos. A todos, o papel fundamental é de que não omitam!
É correto afirmar que o meio influencia na personalidade, mas se houver uma base familiar sólida o meio terá menos influência na formação da personalidade da criança.
Mas, sejamos justos, não são todos os pais que têm condições e tempo de educarem seus filhos, muitos só veem seus filhos nos finais de semana ( quando veem ).
Outros, não dispõem de estrutura familiar suficiente para educar seus filhos! Portanto, qual o papel da escola? Claro que as normas de convívio social devem ser "impostas" pela escola. Uso esse termo por que a disciplina é importantíssima na formação do caráter e, infelizmente, vivemos num nível de respeito mútuo que exige que certas "normas" sejam impostas, assim como nos é imposto por pessoas ouvirmos certas músicas, em tom alto, nas portas de nossas casas... Ninguém nos pergunta se queremos ouvir, simplesmente impõe uma cultura que muitas vezes não é a nossa, sem se preocupar com o próximo, não é mesmo?
Pois se devemos "aceitar" certas imposições, podemos impor o que é bom, correto, digno.
O papel da escola não é o de fechar os olhos ao CAOS social, à falta de estrutura familiar e ao ambiente violento e as imposições do poder paralelo! A escola deve ser administrada como se fosse uma empresa mesmo, deve ser devidamente limpa, deve ter estrutura de atendimento aos pais e às crianças e não deve permitir que ações sejam tomadas pelos seus alunos à revelia do respeito ao próximo, concordam?
Mas, e agora? Devemos primar pela ordem, pelo respeito ao próximo, pela socialização e evolução cultural, mas a autonomia do professor não permite que ele "obrigue" as crianças e adolescentes a cumprirem o que lhes é determinado.
A obrigação é um termo tão forte e negativo, que por si só tende a não dar certo!
Da mesma forma que o administrador escolar não deve se omitir de seu papel, mesmo que seja concursado e tenha seu salário "garantido", o professor também não deve se omitir , deve realizar sua tarefa com paixão! É certo que nem todos os alunos atingirão o mesmo patamar, nem todos serão os cidadãos que esperamos, mas a maioria certamente absorverá o amor e a dedicação que colocamos na execução de nossas tarefas!
Devemos usar nossas experiências como pais, filhos, irmãos, cidadãos... Devemos usar a nossa formação teórica, nossos instintos e nosso amor pela profissão que escolhemos, independentemente do sistema educacional aplicado pelo Governo.
Amar nossa profissão e sonhar com uma sociedade mais justa e igualitária é fundamental para atingirmos nossos objetivos. Pregar o respeito ao próximo, a importância da leitura e do conhecimento continuado, da formação profissional, da higiene e assiduidade, do combate às drogas e, principalmente, do amor ao próximo! Independente da religião, amar o próximo e à natureza são dois princípios básicos para a perpetuação da espécie.
Condenar práticas violentas e "envolver" nossos alunos com técnicas de psicologia e sociologia são fundamentais para a formação de um cidadão.
Qual a autonomia do professor diante de seus alunos?
Simples! A autonomia do professor começa pela formação continuada!
Não basta fazer o curso de pedagogia e a licenciatura, o professor precisa se especializar a cada dia! A psicologia é fundamental para sabermos motivar e lidar com pessoas, a sociologia nos ajuda a criar cidadãos conscientes, a busca constante pelo conhecimento e cultura nos permite educar pelo exemplo. Principalmente, o professor não deve se omitir diante das dificuldades. Deve condenar o poder paralelo e o consumo de drogas, mesmo que tenha entre seus alunos filhos de traficantes ou criminosos. Deve educar e conscientizar as crianças, sem impor comportamentos mas cobrando respeito aos seus colegas e aos professores, pais, vizinhos... Deve motivar as pessoas para que elas sejam pessoas melhores e, desta maneira, transformem seus lares, pares, seus irmãos, seus pais, vizinhos e a todos com um comportamento voltado á cidadania. Agora, eu pergunto a cada um de vocês:
É possível transformar nossa sociedade? Nossa autonomia ainda é pequena, diante das nossas expectativas? E o orgulho que temos de nossa profissão, supera a necessidade financeira?
Se as respostas para essas perguntas foram NÃO, desculpem, mas vocês estão na profissão errada.
Se as respostas foram um SIM, não desista! Continue seu caminho em busca de um mundo melhor e acredite: Não é Utopia!
Fábio Anjos é Administrador de empresas, consultor empresarial e professor universitário. Pós graduado em docência de ensino superior.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Curriculo lattes de Fábio Anjos
domingo, 1 de abril de 2012
Planejamento educacional
O planejamento nos dá direcionamento, nos ajuda a estabelecer os objetivos, metas e prazos e evidentemente nos levará à conclusão da tarefa. No Sistema de Educação mais especificamente, o planejamento é intrínseco, ou seja, faz parte da educação características de um planejamento , ou seja, evitar o improviso, nos ajuda a estabelecer como será o momento futuro após essa ação e avaliar se as ações propostas estão nos levando ao objetivo proposto.
Mas algumas dúvidas sempre surgem quando se lê um texto que trata de plano, planejamento, estratégia... Mas isso tudo não é a mesma coisa? No fundo, não é! Como a própria autora coloca algumas citações que nos ajudam a chegar a uma conclusão mais clara:
Plano é um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer, com quem fazer. Para existir plano é necessária a discussão sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode responder as questões indicadas acima. O plano é a "apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar" (FERREIRA apud PADILHA, 2001, p. 36).
Planejar, em sentido amplo, é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro", mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja. (idem, 2001, p. 63).
Ao analisarmos o texto, facilmente podemos nos confundir com os muitos tipos de planejamento, mas posso afirmar que no meu entendimento, observo que existem semelhanças quanto ao objetivo, ou seja, todos os tipos de planejamento tem como objetivo utilizar recursos e meios para solucionar determinada demanda. Entretanto, há uma diferença em relação à estratégia utilizada, tipo da ação aplicada e os referidos recursos e meios pata tanto.
Para muita gente existe também uma grande semelhança entre Planejamento Operacional e Estratégia, mas como pudemos observar no texto de Maria Adélia Teixeira Baffi ( Petrópolis, 2002).
No Planejamento Operacional, a preocupação é responder as perguntas "o quê", "como" e "com quê", tratando prioritariamente dos meios.
Já a estratégia, ao buscar seu significado no dicionário eletrônico Aurélio (http://www.dicionariodoaurelio.com/Estrategia.html), entendo que se constitui como o conjunto de ações pontuais aplicadas para cumprir determinado plano operacional.
s.f. Militar Arte de planejar operações de guerra. / Arte de combinar a ação das forças militares, políticas, morais, econômicas, implicadas na condução de uma guerra ou na preparação da defesa de um Estado. / Arte de dirigir um conjunto de disposições: estratégia política. / Fig. Habilidade, astúcia, esperteza: contornou a dificuldade com estratégia. / Fig. Ardil, manha, estratagema.
Fica também difícil de entender a diferença entre Plano de Curso e Plano de Ensino, pois são muito parecidos em seu objetivo mas o Plano de Ensino é algo mais amplo, abrangendo a atuação de saber pedagógico, e não apenas de determinado curso, algo muito mais específico que diz o que se deve ensinar, quais matérias serão desenvolvidas durante determinado período de duração do referido curso. Sendo assim, julgo importante também estabelecer a relação entre “Projeto” e futuro. Essa relação é sintomática, ou seja, as atitudes descritas no referido documento ( projeto ), bem como ações determinadas e realizadas durante um projeto impactam diretamente no resultado. O projeto aplicado nos leva ao futuro que esperamos e estabelecemos no documento.
Outra relação importante de se estabelecer é a existente entre Plano, que é um guia que nos auxilia a determinar e gerir as ações, não devendo ser rígido ou inflexível. O plano prevê sempre que pode haver algo que nos faça realizar determinada tarefa de forma diferenciada, num momento diferenciado pois existe justamente para gerir tarefas, já o Programa, por sua vez, é o conjunto composto por um ou mais projetos de órgãos ou setores distintos durante um dado prazo de duração.
Ora, não citarei no texto todas as referências que a autora utilizou em sua pesquisa para fundamentação do tema, mas ressalto a importância do assunto não só para o processo educacional pois, no momento sócio econômico que nosso país se encontra, está absolutamente à tona a gestão de projetos, da qual o planejamento também é essencial. ATT: LUCIMARA SANTOS DE OLIVERIA FURTADO COELHO
sábado, 12 de março de 2011
Particularidades, limites e possibilidades do Ensino á Distância
LUCIMARA SANTOS DE OLIVEIRA FURTADO COELHO
Uma possibilidade na educação profissional básica
Uma possibilidade na educação profissional básica
Texto na íntegra
quinta-feira, 10 de março de 2011
Novas Tendências para o Uso das Tecnologias da Informação na Educação
O papel relevante que as novas tecnologias da informação e da comunicação poderão desempenhar no sistema educacional depende de vários fatores. Além de uma infra-estrutura adequada de comunicação, de modelos sistêmicos bem planejados e projetos teoricamente bem formulados, o sucesso de qualquer empreendimento nesta área depende, fundamentalmente, de investimentos significativos que deverão ser feitos na formação de recursos humanos, de decisões políticas apropriadas e oportunas, amparadas por forte desejo e capacidade de realização.
Entretanto, para que possamos combinar esses elementos num modelo de planejamento sistêmico, adequado e exequível, é necessário uma melhor compreensão das diferentes realidades educacionais, da gravidade dos problemas que afetam a educação e suas relações de interdependência com os outros subsistemas, da compreenção dos novos cenários mundiais que estão sendo desenhados e redesenhados pelo processo de globalização. Nesses cenários estão incluídas as novas tendências que vêm afetando a economia, a política, o meio-ambiente, as maneiras de viver e conviver, as formas como as sociedades se organizam, levando-nos a perceber o quanto a área educacional está dissociada do mundo e da vida, o que vem exigindo significativas modificações nos processos de ensino-aprendizagem e nos papéis até então desenpenhados pelas escolas.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Artigo: Desafios e possibilidades da atuação docente on-line
É importante salientar que, da mesma maneira que não existe uma única forma ou abordagem educacional para desenvolver a educação presencial (convencional), não existe uma única forma ou abordagem para a EaD on-line. É inadequado comparar uma educação presencial de qualidade com uma EaD ineficaz ou vice-versa. O que importa é compreender as características, potencialidades e limitações de cada tecnologia que possa contribuir para os processos educacionais, presenciais ou a distância.
Artigo: As Tecnologias de Informação e Comunicação (Tic’s) no contexto da ead: limites e possibilidades
Autor: Rodiney Marcelo - Colunista Brasil Escola