segunda-feira, 20 de maio de 2013

A PROGRESSÃO CONTINUADA DEVE PERMANECER?

Muito se fala na loucura que é a chamada progressão continuada, no verdadeiro absurdo de ver crianças sendo "promovidas" sem saber ao menos ler! O que poucas pessoas sabem é a razão pela qual certos executivos públicos insistem nessa modalidade de ensino. Primeiramente é imperativo saber que existem métodos educacionais defendidos por excelentes teóricos como Paulo Freire e Emília Ferreiro que defendem a tese de que a criança deve "aprender descobrindo, no seu tempo, nas suas possibilidades e com as suas experiências" e que devemos deixá-las descobrir sozinhas a maneira correta de se fazer isso ou aquilo, por exemplo, crianças que escrevem a letra "b" com a "barriga" para a esquerda... Nesse modelo, não devemos insistir na correção, pois a criança descobrirá no seu tempo a forma correta de escrever e assim por diante. O que não devemos confundir com a necessidade de termos, como se fosse uma simples vitrine, índices de desenvolvimento humano baseados em números frios, que acabam por deturpar o modelo educacional. Um Estado, seja país, estado ou município, que tem baixos índices de reprovação, de repetência ( como chamávamos em minha época ) e onde as crianças ficam mais tempo na escola, teoricamente, tem maior desenvolvimento educacional, pois as crianças estudam mais e melhor, afinal, são promovidas em sua maioria, aliás, quase que em sua totalidade. Locais que têm um índice de desenvolvimento humano maior ( um número frio apenas, não acham? ) tem uma relação maior com educação X cultura X profissionalização X empregabilidade, isso quer dizer que tem maiores probabilidades de desenvolvimento a outros locais onde o índice é menor, concordam? Se o "estado" tem melhor "IDH" Índice de desenvolvimento humano, significa que suas tendências de desenvolvimento são maiores que outros e, portanto, reúne melhores condições de "dar retorno" a investimentos feitos em sua região... De mais a mais, se desenvolve-se melhor que os outros "estados", pode preitear recursos a taxas mais baixas em qualquer local do planeta, afinal, a tendência é de que seu desenvolvimento crie "garantias" que esse "empréstimo" seja pago com seu desenvolvimento, afinal, as crianças ficam mais tempo na escola, estudam melhor ( não são retidas )e consequentemente terão uma vida melhor, um emprego melhor... Mas não se engane! A progressão continuada é um câncer! As crianças não sabem ler, não sabem escrever... Não conhecem o hino de seu país, não sabem quando é o dia do Índio, o dia da Bandeira e o que ela representa para uma nação! Estamos criando analfabetos funcionais, que quando conseguem ler um texto não entendem o que foi lido. Que não escrevem, apenas copiam o que decoraram ou o que já está escrito! Assassinam nosso vernáculo! Causam tristeza em pais e professores. Esse modelo transforma professores em fantoches do regime político, matando os sonhos comuns a todos os professores: Criar verdadeiros cidadãos, e não mulas que são guiadas à vontade de seus donos, políticos corruptos ou, no mínimo, incompetentes, afinal, em 20 anos, quem será o Governador, Prefeito, Presidente... "Dane-se o povo! Quero saber do meu "IDH" hoje! Hoje eu sou "o cara", tenho excelentes índices! Lá na frente... O problema será de outro e ele que se vire!" Infelizmente, político no Brasil pensa assim mesmo! Por causa disso vemos tantos absurdos como essas placas e cartazes que até nos dá dor de cabeça! Mude isso! Faça alguma coisa! Exija que seu filho seja alfabetizado! Cobre das autoridades! Isso não pode continuar! Fábio Anjos

quinta-feira, 18 de abril de 2013

EXISTENCIALISMO E O HUMANINSMO DE JEAN-PAUL SARTRE

O TEXTO A SEGUIR FOI EXTRAÍDO DO BLOG: http://sabedoriafilosofica.blogspot.com.br Jean-Paul Sartre, nascido em 21 de Junho de 1905.e faleceu em 15/04/1982 em Paris. É considerado o filósofo mais popular do existencialismo. Sartre afirma que o existencialismo é um humanismo, pois segundo ele, é a única doutrina que deixa uma possibilidade de escolha ao homem, assim o existencialismo é considerado por Sartre como uma “doutrina optimista”, pois ele afirma que o destino do homem está nele próprio e que o homem só pode confiar na sua ação é só pode viver dela. (Abbagnano, 1970. Sartre inicia seus argumentação explicando que existem duas espécies de existencialistas: os cristãos e os ateus, que teriam em comum o fato de admitirem que a existência precede a essência ou, em outras palavras, que temos de partir da subjetividade. Segundo Sartre, não há determinismo em relação à realidade humana, isto é, somente a liberdade é determinante. O homem, numa escolha livre e situada, faz a si mesmo. Não há, portanto, uma natureza humana. É a célebre afirmação de “a existência precede a essência”. A visão tradicional da concepção do homem era imaginando Deus como um artífice superior que, antes de criar o ser humano, já tinha em mente o conceito do Homem, como pode ser visto na filosofia de Descartes e Leibniz. No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprimia-se a noção de Deus, mas não a idéia de que a essência precede a existência. Segundo Sartre o existencialismo ateu é mais coerente. Ele declara que Deus não existe e que a existência precede a essência. Logo os seres existem antes de poderem ser definidos por qualquer conceito. Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. Assim, não há natureza humana visto que não há Deus para a conceber. Sendo assim, o homem não é mais do que o que ele faz, porque o homem, antes de mais nada, é o que se lança para um futuro, e o que é consciente de se projetar no futuro. O homem é antes de mais nada um projeto que se vive subjetivamente; nada existe anteriormente a este projeto; nada há no céu inteligível, o homem será antes de mais o que tiver projetado ser. Assim o primeiro esforço do existencialismo, segundo Sartre, é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. Para ele, o homem é pura angústia. Mas na decisão de escolha do homem é onde se situa fundamentalmente essa angústia. O homem não pode escapar dessa escolha pois se vê nesse compromisso (se o homem nada escolhe, sua escolha é não escolher). Outra afirmação realizada pelo existencialista é a de que o homem está desamparado; desamparado de um Deus universal. Para o existencialista, é muito incomodativo que Deus não exista, porque desaparece com ele toda a possibilidade de achar valores num céu inteligível; não pode existir já o bem a priori, visto não haver já uma consciência infinita e perfeita para pensá-lo. A partir disso, devido a falta de valores, tudo é permitido ao homem se Deus não existe, ou seja, estamos sozinhos, e portanto, o homem é livre. O desespero humano vem do fato do homem não se limitar apenas a contar com o que depende da sua vontade, ou com o conjunto das probabilidades que tornam a sua ação possível. A partir do momento em que as possibilidades que considero não são rigorosamente determinadas pela minha ação, devo desinteressar-me, porque nenhum Deus, nenhum desígnio pode adaptar o mundo e os seus possíveis à minha vontade. Isso não quer dizer que o homem deva calar-se numa atitude de quietismo, mas que ele não deve ter ilusões. Para Sartre, o existencialismo não é uma filosofia do quietismo, visto que define o homem pela ação pois, como o homem não é senão o seu projeto, ele só existe na medida em que se realiza ou age. Para ele, o existencialismo é uma doutrina de dureza otimista e não de pessimismo, visto que o destino do homem está nas suas mãos, e também, porque ela o impele à ação. Isso se dá principalmente, segundo Sartre, porque o ponto de partida de qualquer filosofia deve ser o "penso, logo, existo", o “cogito” cartesiano. Ele argumenta que, iniciando com a subjetividade, o homem não é mais visto como um objeto, conferindo-lhe uma verdadeira dignidade, o que mostra a diferença entre o existencialismo e o materialismo. Nestas condições, a descoberta da minha intimidade descobre-me ao mesmo tempo o outro como uma liberdade posta em face de mim (já que também sou livre), que nada pensa ou quer senão a favor ou contra mim. Assim, descobre-se imediatamente um mundo que Sartre chamou de “intersubjetividade”, sendo neste mundo onde o homem decide sobre o que ele é e o que os outros são. Desta forma, todo projeto, por mais individual que seja, tem um valor universal, e é compreensível para todo homem, não definindo-o, mas podendo ser reconhecido. Neste sentido, pode-se dizer que há uma universalidade do homem; mas ela não é dada, é indefinidamente construída. Constrói-se o universal, escolhendo-se, compreendendo o projeto de qualquer outro homem, seja qual for a sua época. Sartre argumenta ainda que a escolha do homem não tem nada a ver com caprichos, ele escolhe sem se referir a valores pré-estabelecidos, mas os valores se descobrem na coerência de sua vida, nas relações entre a vontade de ação e o resultado da ação, como no processo de construção de uma obra de arte. Sartre nos diz que, se alguma vez o homem reconheceu que estabelece valores em seu abandono, ele já não pode querer senão uma coisa: a liberdade como fundamento de todos os valores. O homem quer a liberdade, não de uma forma abstrata, mas concretamente. E, por causa do compromisso e da descoberta do outro, o homem é obrigado a querer, não só a sua liberdade, mas também a dos outros. Assim, o resultado é sempre concreto e, por conseguinte, imprevisível: há sempre invenção. A única coisa que importa é saber se, a invenção que se faz, se faz em nome da liberdade, caracterizando a boa fé. Sartre foi muito criticado pelos que diziam que no fundo os valores não são sérios, visto que o homem os escolhe. Isso se dá pela falta de uma consciência perfeita para definir a importância de tais valores. Nesse ponto, Sartre inicia sua argumentação dizendo que inventar os valores significa que a vida não tem sentido a priori. Ou seja, antes de viver, a vida não é nada, mas depende do homem dar-lhe um sentido, possibilitando a criação de uma comunidade humana. É nesse momento em que Sartre afirma que o existencialismo é um humanismo, mas não no sentido comum dessa palavra. Para ele, existem dois significados para a palavra humanismo: A primeira consiste de uma teoria que toma o homem como fim e como valor superior. Esta opção é rejeitada pelo existencialista, porque o homem está sempre por se fazer. A segunda consiste do humanismo existencialista. Sartre afirma que o existencialismo é um humanismo porque lembra ao homem que não há outro legislador além dele próprio, e que é no abandono que ele decidirá de si. Porque não há outro universo senão o universo humano, o universo da subjetividade humana, além disso, porque o estimulante de sua existência é a transcendência, ou seja, é fora de si que ele vê um fim, um objetivo (a ação), que é libertação. Sartre conclui afirmando que o existencialismo é um esforço para tirar todas as conseqüências de uma posição atéia coerente. O seu objetivo não é mergulhar o homem no desespero, mas ele parte do desespero original do homem, que é a atitude de descrença. Segundo Sartre, o existencialismo não é um ateísmo no sentido de que se esforça por demonstrar que Deus não existe. Ele afirma que o problema não está em sua existência, mas que o homem deve se reencontrar e se convencer de que nada pode salvá-lo de si mesmo, nem mesmo uma prova válida da existência de Deus.

CERTIFICAÇÃO DE PESSOAS NA ISO 22301


Continuidade de negócios: Uma estratégia fundamental para o nosso dia-a-dia! Adaptação do artigo de Joaquim Pereira, Behaviour Group. É comum dizermos no Brasil que só trancamos a porta após a entrada do ladrão, assim como é muito comum que procuremos adotar medidas preventivas após uma experiência perturbadora. Em nossa casa temos por hábito adotar estratégias de prevenção, detecção ou mesmo de pronta resposta, através, por exemplo, da instalação de um alarme - o qual tem por objetivo dissuadir, detectar e garantir uma resposta por parte das autoridades competentes no caso de tentativa de assalto - a instalação de uma porta blindada, uma fechadura reforçada, ou mesmo, a contratação de um seguro para a cobertura da mesma. Estas estratégias permitem prevenir ou mesmo atenuar o impacto de determinadas ameaças inerentes, sejam elas humanas ou mesmo ambientais, tais como roubos, incêndios, inundações, desastre naturais, como tornados, cheias, furacões, ou outros. No nosso dia-a-dia adotamos um conjunto de outras estratégias que permitem salvaguardar ou mesmo assegurar a continuidade do nosso bem-estar ou mesmo o bem-estar e estabilidade da nossa família, por exemplo, através da realização de uma seguro de saúde que permita o acesso a um sistema de saúde mais completo em caso de necessidade, a realização de um seguro de vida que, em caso da ocorrência de circunstâncias menos felizes, pretende garantir condições que assegurem o bem-estar futuro dos nossos entes mais queridos ou mesmo o simples gesto de termos um par de chaves e que normalmente se encontram em poder de duas pessoas diferentes e que pretendem apenas assegurar a entrada em casa ou mesmo continuar a utilizar o carro mesmo que uma das chaves se extravie. Diariamente, realizamos um conjunto de ações que, de uma forma mais ou menos consciente, se enquadram em estratégias de continuidade. Se aplicarmos esta analogia ao meio ambiente em que vivemos, verificamos que podemos adaptá-la também nas empresas, organizações, bancos, governos ou mesmo mecanismos centrais mundiais, no entanto sabemos que nem sempre as estratégias que selecionamos são as mais adequadas e, por vezes, os mecanismos de resposta e/ou de atuação não funcionam como gostaríamos ou não respondem como inicialmente planejamos. No caso do alarme que colocamos em nossa casa, sabemos que numa situação extrema o mesmo poderia não acionar, as autoridades poderiam não ter uma resposta no tempo adequado ( o que aliás é fato corriqueiro no Brasil ), a linha telefônica pela qual o mesmo deveria comunicar poderia vir a falhar, no entanto é sempre melhor existir uma estratégia e um plano de atuação do que não existir qualquer medida. Perceba que o nível de confiança das medidas e estratégias que adotamos aumenta conforme o nível de detalhe e o número de exercícios e testes que realizamos, seja ao nosso equipamento de alarme ou aos procedimentos a seguir em determinada situação. Saber o que fazer diante de um determinado cenário, quem é que deve fazer o quê, e quais as ações a realizar, são passos importantes que podem prevenir ou atenuar resultados, no entanto sabemos que muitas vezes a única opção que temos é mesmo a de tentar minimizar o impacto, veja-se o caso dos seguros, planos de emergência ou mesmo planos de resposta a crises. Para as empresas, organizações, bancos ou mesmo governos, este componente de continuidade é crítica no que diz respeito à garantia da continuidade das suas operações, na resposta aos seus clientes, no bem- estar dos cidadãos ou ainda, no caso dos bancos, na garantia de viabilidade financeira e proteção dos recursos de seus clientes. Seja qual for a área de atuação ou o tipo de entidade ou situação inerente e/ou emergente, a área de continuidade de negócio apresenta-se como um componente crítico e que deve ser analisada e devidamente planejada. As estratégias, planos, atividades, mecanismos e tempos de respostas, recursos necessários, ou mesmo, a quantificação do quanto estamos ou podemos estar dispostos a perder, são fatores que irão fazer a diferença em caso de ocorrência de eventos perturbadores. Atenta a este tipo de necessidade e para a definição de estratégias e modelos base para este tipo de respostas, a ISO, organização de referência mundial de normas internacionais, apresenta uma norma internacional que permite definir os pontos mais relevantes para a implementação de um sistema integrado de gestão de continuidade de negócio. A norma ISO 22301 define um sistema de gestão de continuidade de negócio - sistema de gestão que utiliza um conjunto de processos, atividades, planos e que permite delinear as principais linhas orientadoras para a definição das melhores estratégias de continuidade de negócio - e apresenta os requisitos para a implementação e certificação internacional de sistemas de gestão de continuidade de negócio nas organizações. Esta norma aplica-se a qualquer tipo de organização, independentemente da sua área de atuação e do seu tamanho. O alinhamento à norma ISO 22301 ou mesmo a certificação de um sistema de uma organização nesta norma, permite às organizações garantir um nível elevado de resiliência - capacidade de adaptação a situações inesperadas e de reagir de acordo com as melhores estratégias - no que diz respeito à melhor resposta em razão de possíveis eventos perturbadores. Para uma organização, uma entidade ou mesmo um governo, é importante garantir as melhores respostas, nos menores tempos possíveis, utilizando os recursos e mecanismos mais adequados, sejam eles recursos humanos, técnicos ou mesmo procedimentais. São estes os cenários em que os melhores recursos e respectivas estratégias marcam a diferença. Atento a esta realidade, o PECB (Professional Evaluation and Certification Board), entidade certificadora internacional de pessoas, lançou um conjunto de programas de qualificação e certificação de profissionais, os quais serão os responsáveis por implementar, operar ou mesmo validar/auditar este tipo de sistemas de gestão de continuidade de negócio. Alinhada a estas necessidades e à necessidade de formar recursos com as melhores qualificações, a Behaviour Group apresenta os programas de qualificação de pessoas do PECB, ISO 22301 Introduction, ISO 22301 Foundation, ISO 22301 Lead Implementer e ISO 22301 Lead Auditor. Estes programas abrangem todos os públicos envolvidos num programa de gestão de continuidade de negócio, seja na sensibilização daqueles que irão ser os máximos responsáveis por este programa (ISO 22301 Introduction), seja para aqueles que estarão envolvidos na gestão e operação do mesmo (ISO 22301 Foundation), seja para aqueles que serão os responsáveis ou estarão envolvidos no projeto de implementação do Sistema de Gestão de Continuidade de Negócio (ISO 22301 Lead Implementer) e para aqueles que terão um papel fundamental na validação e análise (auditoria) deste programa com objetivos de melhoria do mesmo (ISO 22301 Lead Auditor). É certo que uma boa estratégia não é infalível, no entanto, uma boa estratégia e uma estratégia baseada num sistema de continuidade de negócio reconhecido, a ISO 22301, é sempre uma maior garantia de sucesso no caso de uma organização ter que lidar com eventos disruptivos. Talvez agora você questione se utiliza as melhores estratégias na sua organização. Talvez, mesmo depois de ler este artigo, pense que já tem a melhor estratégia bem definida. Numa primeira análise, a existência de uma estratégia é sempre um passo à frente, sendo que uma estratégia é sempre melhor que a não existência de qualquer estratégia, no entanto, talvez as respostas que deva procurar sejam aquelas que respondem à pergunta: “Na sua organização, e no caso de um determinado evento perturbador, é possível identificar quem deve fazer o quê, como, quando e por ordem de quem essas atividades devem ser realizadas?” Não esquecendo sempre, que a sua estratégia deverá ser testada, avaliada e monitorada, porque um sistema de continuidade de negócio só tem sucesso de for marcado por uma boa estratégia, mas uma boa estratégia sem competência não passa de mera boa intenção. Uma boa estratégia deve ser competente e isso só é possível se a mesma for delineada, implementada, gerida e auditada por profissionais qualificados. Deixo, portanto, uma pergunta no ar: Se a boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, tivesse um sistema de gestão de continuidade de negócios, teríamos 241 vítimas fatais após o acidente? Aliás, se esse sistema de gestão já tivesse sido implementado, teríamos presenciado um acidente de tamanhas proporções? Fábio Anjos

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sistema de gestão de Continuidade de Negócios

Continuidade de negócios: Uma estratégia fundamental para o nosso dia-a-dia! Adaptação do artigo de Joaquim Pereira, Behaviour Group. É comum dizermos no Brasil que só trancamos a porta após a entrada do ladrão, assim como é muito comum que procuremos adotar medidas preventivas após uma experiência perturbadora. Em nossa casa temos por hábito adotar estratégias de prevenção, detecção ou mesmo de pronta resposta, através, por exemplo, da instalação de um alarme - o qual tem por objetivo dissuadir, detectar e garantir uma resposta por parte das autoridades competentes no caso de tentativa de assalto - a instalação de uma porta blindada, uma fechadura reforçada, ou mesmo, a contratação de um seguro para a cobertura da mesma. Estas estratégias permitem prevenir ou mesmo atenuar o impacto de determinadas ameaças inerentes, sejam elas humanas ou mesmo ambientais, tais como roubos, incêndios, inundações, desastre naturais, como tornados, cheias, furacões, ou outros. No nosso dia-a-dia adotamos um conjunto de outras estratégias que permitem salvaguardar ou mesmo assegurar a continuidade do nosso bem-estar ou mesmo o bem-estar e estabilidade da nossa família, por exemplo, através da realização de uma seguro de saúde que permita o acesso a um sistema de saúde mais completo em caso de necessidade, a realização de um seguro de vida que, em caso da ocorrência de circunstâncias menos felizes, pretende garantir condições que assegurem o bem-estar futuro dos nossos entes mais queridos ou mesmo o simples gesto de termos um par de chaves e que normalmente se encontram em poder de duas pessoas diferentes e que pretendem apenas assegurar a entrada em casa ou mesmo continuar a utilizar o carro mesmo que uma das chaves se extravie. Diariamente, realizamos um conjunto de ações que, de uma forma mais ou menos consciente, se enquadram em estratégias de continuidade. Se aplicarmos esta analogia ao meio ambiente em que vivemos, verificamos que podemos adaptá-la também nas empresas, organizações, bancos, governos ou mesmo mecanismos centrais mundiais, no entanto sabemos que nem sempre as estratégias que selecionamos são as mais adequadas e, por vezes, os mecanismos de resposta e/ou de atuação não funcionam como gostaríamos ou não respondem como inicialmente planejamos. No caso do alarme que colocamos em nossa casa, sabemos que numa situação extrema o mesmo poderia não acionar, as autoridades poderiam não ter uma resposta no tempo adequado ( o que aliás é fato corriqueiro no Brasil ), a linha telefônica pela qual o mesmo deveria comunicar poderia vir a falhar, no entanto é sempre melhor existir uma estratégia e um plano de atuação do que não existir qualquer medida. Perceba que o nível de confiança das medidas e estratégias que adotamos aumenta conforme o nível de detalhe e o número de exercícios e testes que realizamos, seja ao nosso equipamento de alarme ou aos procedimentos a seguir em determinada situação. Saber o que fazer diante de um determinado cenário, quem é que deve fazer o quê, e quais as ações a realizar, são passos importantes que podem prevenir ou atenuar resultados, no entanto sabemos que muitas vezes a única opção que temos é mesmo a de tentar minimizar o impacto, veja-se o caso dos seguros, planos de emergência ou mesmo planos de resposta a crises. Para as empresas, organizações, bancos ou mesmo governos, este componente de continuidade é crítica no que diz respeito à garantia da continuidade das suas operações, na resposta aos seus clientes, no bem-estar dos cidadãos ou ainda, no caso dos bancos, na garantia de viabilidade financeira e proteção dos recursos de seus clientes. Seja qual for a área de atuação ou o tipo de entidade ou situação inerente e/ou emergente, a área de continuidade de negócio apresenta-se como um componente crítico e que deve ser analisada e devidamente planejada. As estratégias, planos, atividades, mecanismos e tempos de respostas, recursos necessários, ou mesmo, a quantificação do quanto estamos ou podemos estar dispostos a perder, são fatores que irão fazer a diferença em caso de ocorrência de eventos perturbadores. Atenta a este tipo de necessidade e para a definição de estratégias e modelos base para este tipo de respostas, a ISO, organização de referência mundial de normas internacionais, apresenta uma norma internacional que permite definir os pontos mais relevantes para a implementação de um sistema integrado de gestão de continuidade de negócio. A norma ISO 22301 define um sistema de gestão de continuidade de negócio - sistema de gestão que utiliza um conjunto de processos, atividades, planos e que permite delinear as principais linhas orientadoras para a definição das melhores estratégias de continuidade de negócio - e apresenta os requisitos para a implementação e certificação internacional de sistemas de gestão de continuidade de negócio nas organizações. Esta norma aplica-se a qualquer tipo de organização, independentemente da sua área de atuação e do seu tamanho. O alinhamento à norma ISO 22301 ou mesmo a certificação de um sistema de uma organização nesta norma, permite às organizações garantir um nível elevado de resiliência - capacidade de adaptação a situações inesperadas e de reagir de acordo com as melhores estratégias - no que diz respeito à melhor resposta em razão de possíveis eventos perturbadores. Para uma organização, uma entidade ou mesmo um governo, é importante garantir as melhores respostas, nos menores tempos possíveis, utilizando os recursos e mecanismos mais adequados, sejam eles recursos humanos, técnicos ou mesmo procedimentais. São estes os cenários em que os melhores recursos e respectivas estratégias marcam a diferença. Atento a esta realidade, o PECB (Professional Evaluation and Certification Board), entidade certificadora internacional de pessoas, lançou um conjunto de programas de qualificação e certificação de profissionais, os quais serão os responsáveis por implementar, operar ou mesmo validar/auditar este tipo de sistemas de gestão de continuidade de negócio. Alinhada a estas necessidades e à necessidade de formar recursos com as melhores qualificações, a Behaviour Group apresenta os programas de qualificação de pessoas do PECB, ISO 22301 Introduction, ISO 22301 Foundation, ISO 22301 Lead Implementer e ISO 22301 Lead Auditor. Estes programas abrangem todos os públicos envolvidos num programa de gestão de continuidade de negócio, seja na sensibilização daqueles que irão ser os máximos responsáveis por este programa (ISO 22301 Introduction), seja para aqueles que estarão envolvidos na gestão e operação do mesmo (ISO 22301 Foundation), seja para aqueles que serão os responsáveis ou estarão envolvidos no projeto de implementação do Sistema de Gestão de Continuidade de Negócio (ISO 22301 Lead Implementer) e para aqueles que terão um papel fundamental na validação e análise (auditoria) deste programa com objetivos de melhoria do mesmo (ISO 22301 Lead Auditor). É certo que uma boa estratégia não é infalível, no entanto, uma boa estratégia e uma estratégia baseada num sistema de continuidade de negócio reconhecido, a ISO 22301, é sempre uma maior garantia de sucesso no caso de uma organização ter que lidar com eventos disruptivos. Talvez agora você questione se utiliza as melhores estratégias na sua organização. Talvez, mesmo depois de ler este artigo, pense que já tem a melhor estratégia bem definida. Numa primeira análise, a existência de uma estratégia é sempre um passo à frente, sendo que uma estratégia é sempre melhor que a não existência de qualquer estratégia, no entanto, talvez as respostas que deva procurar sejam aquelas que respondem à pergunta: “Na sua organização, e no caso de um determinado evento perturbador, é possível identificar quem deve fazer o quê, como, quando e por ordem de quem essas atividades devem ser realizadas?” Não esquecendo sempre, que a sua estratégia deverá ser testada, avaliada e monitorada, porque um sistema de continuidade de negócio só tem sucesso de for marcado por uma boa estratégia, mas uma boa estratégia sem competência não passa de mera boa intenção. Uma boa estratégia deve ser competente e isso só é possível se a mesma for delineada, implementada, gerida e auditada por profissionais qualificados. Deixo, portanto, uma pergunta no ar: Se a boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, tivesse um sistema de gestão de continuidade de negócios, teríamos 241 vítimas fatais após o acidente? Aliás, se esse sistema de gestão já tivesse sido implementado, teríamos presenciado um acidente de tamanhas proporções? Fábio Anjos

terça-feira, 19 de março de 2013

A autonomia do professor diante de seus alunos!

A autonomia do professor diante de seus alunos! É muito comum ouvirmos dos pais nas reuniões de pais e mestres, que seus filhos vão à escola e só aprendem o que não presta! Segundo os pais ( e não é mentira ) seus filhos voltam da escola violentos, falando palavrões e não aprendem nada de concreto! Mas... Até onde a culpa é das escolas, dos pais ou dos professores? Qual a função do professor dentro do modelo educacional proposto pela secretaria da educação? Qual o papel do educador na formação da personalidade do cidadão? O que a autonomia do professor diante de seus alunos permite que seja feito? Sejamos justos e bastante éticos, mas acima de tudo, falemos a verdade: O papel da escola não é o de educar as crianças. A educação da criança parte de sua casa, de sua comunidade, da cultura de seu povo e cabe à escola e aos educadores, desenvolver o convívio social, os aspectos culturais e sociológicos e, acima de tudo, transmitir conhecimento. Sendo assim, atribuiremos as responsabilidades ( e não culpas ) a quem de direito: Aos pais, cabe a educação e formação da personalidade de seu filho. À escola, estrutura para multiplicar conhecimento e segurança para seus integrantes. Ao Estado, cabe infraestrutura, segurança, recursos e formação adequada ao corpo docente. Aos professores, cabe realizar suas tarefas com dedicação, amor e acima de tudo respeito aos seus pares, pais e alunos. A todos, o papel fundamental é de que não omitam! É correto afirmar que o meio influencia na personalidade, mas se houver uma base familiar sólida o meio terá menos influência na formação da personalidade da criança. Mas, sejamos justos, não são todos os pais que têm condições e tempo de educarem seus filhos, muitos só veem seus filhos nos finais de semana ( quando veem ). Outros, não dispõem de estrutura familiar suficiente para educar seus filhos! Portanto, qual o papel da escola? Claro que as normas de convívio social devem ser "impostas" pela escola. Uso esse termo por que a disciplina é importantíssima na formação do caráter e, infelizmente, vivemos num nível de respeito mútuo que exige que certas "normas" sejam impostas, assim como nos é imposto por pessoas ouvirmos certas músicas, em tom alto, nas portas de nossas casas... Ninguém nos pergunta se queremos ouvir, simplesmente impõe uma cultura que muitas vezes não é a nossa, sem se preocupar com o próximo, não é mesmo? Pois se devemos "aceitar" certas imposições, podemos impor o que é bom, correto, digno. O papel da escola não é o de fechar os olhos ao CAOS social, à falta de estrutura familiar e ao ambiente violento e as imposições do poder paralelo! A escola deve ser administrada como se fosse uma empresa mesmo, deve ser devidamente limpa, deve ter estrutura de atendimento aos pais e às crianças e não deve permitir que ações sejam tomadas pelos seus alunos à revelia do respeito ao próximo, concordam? Mas, e agora? Devemos primar pela ordem, pelo respeito ao próximo, pela socialização e evolução cultural, mas a autonomia do professor não permite que ele "obrigue" as crianças e adolescentes a cumprirem o que lhes é determinado. A obrigação é um termo tão forte e negativo, que por si só tende a não dar certo! Da mesma forma que o administrador escolar não deve se omitir de seu papel, mesmo que seja concursado e tenha seu salário "garantido", o professor também não deve se omitir , deve realizar sua tarefa com paixão! É certo que nem todos os alunos atingirão o mesmo patamar, nem todos serão os cidadãos que esperamos, mas a maioria certamente absorverá o amor e a dedicação que colocamos na execução de nossas tarefas! Devemos usar nossas experiências como pais, filhos, irmãos, cidadãos... Devemos usar a nossa formação teórica, nossos instintos e nosso amor pela profissão que escolhemos, independentemente do sistema educacional aplicado pelo Governo. Amar nossa profissão e sonhar com uma sociedade mais justa e igualitária é fundamental para atingirmos nossos objetivos. Pregar o respeito ao próximo, a importância da leitura e do conhecimento continuado, da formação profissional, da higiene e assiduidade, do combate às drogas e, principalmente, do amor ao próximo! Independente da religião, amar o próximo e à natureza são dois princípios básicos para a perpetuação da espécie. Condenar práticas violentas e "envolver" nossos alunos com técnicas de psicologia e sociologia são fundamentais para a formação de um cidadão. Qual a autonomia do professor diante de seus alunos? Simples! A autonomia do professor começa pela formação continuada! Não basta fazer o curso de pedagogia e a licenciatura, o professor precisa se especializar a cada dia! A psicologia é fundamental para sabermos motivar e lidar com pessoas, a sociologia nos ajuda a criar cidadãos conscientes, a busca constante pelo conhecimento e cultura nos permite educar pelo exemplo. Principalmente, o professor não deve se omitir diante das dificuldades. Deve condenar o poder paralelo e o consumo de drogas, mesmo que tenha entre seus alunos filhos de traficantes ou criminosos. Deve educar e conscientizar as crianças, sem impor comportamentos mas cobrando respeito aos seus colegas e aos professores, pais, vizinhos... Deve motivar as pessoas para que elas sejam pessoas melhores e, desta maneira, transformem seus lares, pares, seus irmãos, seus pais, vizinhos e a todos com um comportamento voltado á cidadania. Agora, eu pergunto a cada um de vocês: É possível transformar nossa sociedade? Nossa autonomia ainda é pequena, diante das nossas expectativas? E o orgulho que temos de nossa profissão, supera a necessidade financeira? Se as respostas para essas perguntas foram NÃO, desculpem, mas vocês estão na profissão errada. Se as respostas foram um SIM, não desista! Continue seu caminho em busca de um mundo melhor e acredite: Não é Utopia! Fábio Anjos é Administrador de empresas, consultor empresarial e professor universitário. Pós graduado em docência de ensino superior.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

Planejamento educacional

Quando estamos executando nossas tarefas rotineiras não costumamos planejar ou traçar metas e objetivos. Muitas vezes, até planejamos , roteirizamos um caminho, determinamos as prioridades, como onde ir primeiro, o que pagar primeiro etc. Ao lermos o texto de Maria Adélia Teixeira Baffi ( Petrópolis, 2002), no qual tem como tema principal o planejamento em educação mas, quando e por qual razão devemos planejar? No que o planejamento pode nos ajudar na execução de determinada tarefa?
O planejamento nos dá direcionamento, nos ajuda a estabelecer os objetivos, metas e prazos e evidentemente nos levará à conclusão da tarefa. No Sistema de Educação mais especificamente, o planejamento é intrínseco, ou seja, faz parte da educação características de um planejamento , ou seja, evitar o improviso, nos ajuda a estabelecer como será o momento futuro após essa ação e avaliar se as ações propostas estão nos levando ao objetivo proposto.
Mas algumas dúvidas sempre surgem quando se lê um texto que trata de plano, planejamento, estratégia... Mas isso tudo não é a mesma coisa? No fundo, não é! Como a própria autora coloca algumas citações que nos ajudam a chegar a uma conclusão mais clara:
Plano é um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer, com quem fazer. Para existir plano é necessária a discussão sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode responder as questões indicadas acima. O plano é a "apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar" (FERREIRA apud PADILHA, 2001, p. 36).
Planejar, em sentido amplo, é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro", mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja. (idem, 2001, p. 63).

Ao analisarmos o texto, facilmente podemos nos confundir com os muitos tipos de planejamento, mas posso afirmar que no meu entendimento, observo que existem semelhanças quanto ao objetivo, ou seja, todos os tipos de planejamento tem como objetivo utilizar recursos e meios para solucionar determinada demanda. Entretanto, há uma diferença em relação à estratégia utilizada, tipo da ação aplicada e os referidos recursos e meios pata tanto.
Para muita gente existe também uma grande semelhança entre Planejamento Operacional e Estratégia, mas como pudemos observar no texto de Maria Adélia Teixeira Baffi ( Petrópolis, 2002).

No Planejamento Operacional, a preocupação é responder as perguntas "o quê", "como" e "com quê", tratando prioritariamente dos meios.

Já a estratégia, ao buscar seu significado no dicionário eletrônico Aurélio (http://www.dicionariodoaurelio.com/Estrategia.html), entendo que se constitui como o conjunto de ações pontuais aplicadas para cumprir determinado plano operacional.

s.f. Militar Arte de planejar operações de guerra. / Arte de combinar a ação das forças militares, políticas, morais, econômicas, implicadas na condução de uma guerra ou na preparação da defesa de um Estado. / Arte de dirigir um conjunto de disposições: estratégia política. / Fig. Habilidade, astúcia, esperteza: contornou a dificuldade com estratégia. / Fig. Ardil, manha, estratagema.


Fica também difícil de entender a diferença entre Plano de Curso e Plano de Ensino, pois são muito parecidos em seu objetivo mas o Plano de Ensino é algo mais amplo, abrangendo a atuação de saber pedagógico, e não apenas de determinado curso, algo muito mais específico que diz o que se deve ensinar, quais matérias serão desenvolvidas durante determinado período de duração do referido curso. Sendo assim, julgo importante também estabelecer a relação entre “Projeto” e futuro. Essa relação é sintomática, ou seja, as atitudes descritas no referido documento ( projeto ), bem como ações determinadas e realizadas durante um projeto impactam diretamente no resultado. O projeto aplicado nos leva ao futuro que esperamos e estabelecemos no documento.
Outra relação importante de se estabelecer é a existente entre Plano, que é um guia que nos auxilia a determinar e gerir as ações, não devendo ser rígido ou inflexível. O plano prevê sempre que pode haver algo que nos faça realizar determinada tarefa de forma diferenciada, num momento diferenciado pois existe justamente para gerir tarefas, já o Programa, por sua vez, é o conjunto composto por um ou mais projetos de órgãos ou setores distintos durante um dado prazo de duração.
Ora, não citarei no texto todas as referências que a autora utilizou em sua pesquisa para fundamentação do tema, mas ressalto a importância do assunto não só para o processo educacional pois, no momento sócio econômico que nosso país se encontra, está absolutamente à tona a gestão de projetos, da qual o planejamento também é essencial. ATT: LUCIMARA SANTOS DE OLIVERIA FURTADO COELHO

sábado, 12 de março de 2011

Particularidades, limites e possibilidades do Ensino á Distância

A proliferação dos espaços de formação de professores para a Educação Básica em nível superior via cursos de Licenciatura em Pedagogia e o baixo desempenho apontado pelas avaliações externas postas à educação básica brasileira recolocou na pauta de discussões junto com estas, questão a da qualidade do ensino. A criação do curso Normal Superior que funcionou em paralelo aos cursos de Pedagogia e a indefinição sobre as diretrizes para formação do Pedagogo mostram o descompasso entre os organismos educacionais e governamentais pós LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. As incertezas geradas para a reformulação dos currículos, fizeram com que num período aproximado de dez anos,
a formação do pedagogo sofresse um retardo na reestruturação de seus eixos orientadores...

LUCIMARA SANTOS DE OLIVEIRA FURTADO COELHO

Uma possibilidade na educação profissional básica

Educação à Distância:
Uma possibilidade na educação profissional básica


Num momento em que a sociedade contemporânea - sociedade do conhecimento - obriga à reformulação dos conceitos de trabalho e educação, promovendo uma crescente inter-relação entre os dois, a evolução das tecnologias da informação e comunicação possibilitam à educação a distância responder às exigências do mercado. Neste trabalho procurou-se comprovar a hipótese de que a educação a distância é uma estratégia de ampliação das possibilidades de acesso à educação, mais especificamente na educação profissional de nível básico, frente as limitações dos sistemas de ensino presencial. Para tanto, a partir de um embasamento teórico sobre Educação a Distância, Andragogia, Educação Profissional e Avaliação de Projetos, realizou-se um Estudo de Caso, a avaliação de um curso de educação profissional básica na modalidade a distância. Onde utilizou-se a avaliação como geração de conhecimento e fornecimento de subsídios em apoio à tomada de decisão na implementação e aprimoramento do curso. Por meio deste estudo, além de comprovar a hipótese, pode-se perceber a necessidade da criação de uma cultura institucional de avaliação sendo que a avaliação de projetos educacionais é ainda incipiente e caracterizada pela diversidade de abordagens.
Palavras-chave: Educação a Distância, Educação Profissional, Andragogia e Avaliação de projetos...

Texto na íntegra

quinta-feira, 10 de março de 2011

Novas Tendências para o Uso das Tecnologias da Informação na Educação







Novas Tendências para o Uso das Tecnologias da Informação na Educação


Maria Candida Moraes
Maria Cândida Moraes é Doutora em Educação e Professora de Pós-Graduação em Educação da PUC/SP.Autora e coordenadora do Programa Nacional de Informática na Educação/MEC/BR – PRONINFE, 1987 a 1992. Cordenadora Geral de Projetos do PROINFO/SEED/MEC/BR, até set/97. Autora do livro "O Paradigma Educacional Emergente", Editora Papirus, set/97.

Introdução

O papel relevante que as novas tecnologias da informação e da comunicação poderão desempenhar no sistema educacional depende de vários fatores. Além de uma infra-estrutura adequada de comunicação, de modelos sistêmicos bem planejados e projetos teoricamente bem formulados, o sucesso de qualquer empreendimento nesta área depende, fundamentalmente, de investimentos significativos que deverão ser feitos na formação de recursos humanos, de decisões políticas apropriadas e oportunas, amparadas por forte desejo e capacidade de realização.

Entretanto, para que possamos combinar esses elementos num modelo de planejamento sistêmico, adequado e exequível, é necessário uma melhor compreensão das diferentes realidades educacionais, da gravidade dos problemas que afetam a educação e suas relações de interdependência com os outros subsistemas, da compreenção dos novos cenários mundiais que estão sendo desenhados e redesenhados pelo processo de globalização. Nesses cenários estão incluídas as novas tendências que vêm afetando a economia, a política, o meio-ambiente, as maneiras de viver e conviver, as formas como as sociedades se organizam, levando-nos a perceber o quanto a área educacional está dissociada do mundo e da vida, o que vem exigindo significativas modificações nos processos de ensino-aprendizagem e nos papéis até então desenpenhados pelas escolas.

Artigo na íntegra

quarta-feira, 9 de março de 2011

Artigo: Desafios e possibilidades da atuação docente on-line


Os desafios atuais enfrentados pela educação com a crescente demanda de formação inicial e continuada ao longo da vida, somados à necessidade de preparar profissionais flexíveis, dinâmicos, com abertura para trabalhar em equipe e com autonomia para buscar informações e resolver problemas, associados à disseminação do acesso às tecnologias de informação e comunicação – TIC -, ampliou a oferta de programas de educação a distância – EaD - e reabriu as discussões sobre a potencialidade de desenvolver essa modalidade de ensino integrando distintas mídias e metodologias.
É importante salientar que, da mesma maneira que não existe uma única forma ou abordagem educacional para desenvolver a educação presencial (convencional), não existe uma única forma ou abordagem para a EaD on-line. É inadequado comparar uma educação presencial de qualidade com uma EaD ineficaz ou vice-versa. O que importa é compreender as características, potencialidades e limitações de cada tecnologia que possa contribuir para os processos educacionais, presenciais ou a distância.
Enquanto a EaD se manteve centrada em tecnologias convencionais como rádio, televisão e material impresso, pouca atenção foi dada à atuação do professor, tendo em vista que as informações eram produzidas pelos centros de ensino e distribuídas uniformemente para todos os alunos. A definição de conteúdos, a elaboração dos materiais instrucionais e o planejamento das estratégias ficavam sob a responsabilidade de uma equipe de profissionais de diversas áreas de atuação, incluindo professores, técnicos em programação visual, especialistas em conteúdos e outros. Nessa modalidade de EaD, ainda praticada hoje, o professor ou o especialista no conteúdo é visível ao aluno por meio da autoria do material impresso. Cabe a um tutor a função de interagir com o aluno, visando a orientá-lo em suas dúvidas sobre as atividades propostas para que ele as desenvolva individualmente. O foco das preocupações incide sobre a qualidade dos materiais de apoio, e não há necessidade de formar o professor para que ele possa integrar as equipes de planejamento e produção de materiais, nem para assumir a tutoria.
A incorporação da TIC pela EaD tornou essa modalidade educacional mais complexa devido às seguintes características da tecnologia digital: propiciar a interação das pessoas entre si, das pessoas com as informações disponibilizadas e com as tecnologias em uso; ampliar o acesso a informações atualizadas; empregar mecanismos de busca e seleção de informações; permitir o registro de processos e produtos, a recuperação, articulação e reformulação da informação; favorecer a mediação pedagógica em processos síncronos ou assíncronos; criar espaços para a representação do pensamento e a produção de conhecimento. Dentre essas características, merece destaque o registro, devido à possibilidade de recuperação instantânea e contínua revisão e reformulação.

Autor: Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida

Artigo na Íntegra

Artigo: As Tecnologias de Informação e Comunicação (Tic’s) no contexto da ead: limites e possibilidades


Diante das transformações que vêm acontecendo em nossa sociedade, podemos considerar que estamos vivendo tempos de discussão que nos permitem refletir sobre as tecnologias de informação e comunicação no contexto da Educação a Distância (EAD).
A sociedade vigente caracterizada pela seletividade e dualismo pode restringir a EAD em vários pontos, que por uma legislação específica, podemos entendê-la como meio para inclusão, na qual visa a partir de um espaço interativo, troca de saberes em que deve ser potencializadas competências que possam garantir a formação de um cidadão atuante na presente sociedade.
A apropriação das mídias e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), no cenário da EAD faz resignificar o conceito de conhecimento. É através das ferramentas tecnológicas, a partir de mediações atuantes que as potencialidades se afloram, o tempo e espaço, já não são mais problemas, proporcionando uma educação sem distância, sem tempo, levando o sistema educacional a assumir um papel, não só de formação de cidadãos pertencentes aquele espaço, mas a um espaço de formação inclusiva em uma sociedade de diferenças.
Nesse entendimento, as novas tecnologias e técnicas de ensino, bem como os estudos modernos sobre os processos de aprendizagem, fornecem recursos mais eficazes para atender e motivar os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Porém, para muitos educadores, esses recursos ainda apresentam-se como companheiros estranhos, embora se reconheça que a sua utilização no processo está se tornando cada vez mais relevante. Assim, é necessária a presença desses recursos nos cursos de formação de professores e/ou como meio pedagógico para potencialização de competências e habilidades.

Autor: Rodiney Marcelo - Colunista Brasil Escola

segunda-feira, 7 de março de 2011

Os limites da Educação à Distância

OS LIMITES DO EAD: a necessidade da interação entre estudante e professor.

É necessário pensar a prática do EAD em conjunto com a inclusão digital, sua popularização, pois nem todos que possuem computadores desejam dominar as ferramentas que norteiam os procedimentos metodológicos dessa modalidade. Até pouco tempo, o computador era visto como lazer, como prazer, no sentido do descobrir o novo, de desvelar o desconhecido. Hoje, um grande número de pessoas utiliza computadores no seu trabalho e em suas residências, para os mais diversos objetivos, como: operações bancárias e financeiras, comunicação informal e formal, namoro etc. Atualmente muitos, como já foi anunciado, vêm utilizando o computador para buscar uma formação superior ou uma pós-graduação, mas nesse público, nem todos interagem com clareza e maturidade ou aceitam essa modalidade. Muitos se sentem receosos, e destes não se pode tirar toda a razão, pois a presença física de um professor ou, simplesmente a presença falante, pode trazer muita diferença no processo de ensino e aprendizagem. Pois, É importante ter noção da amplitude do espaço à sua volta, o mesmo que é ocupado por várias pessoas ao mesmo tempo. Saber conviver neste espaço, ocupando-o mesmo onde seu corpo não vai; ocupando-o com seu olhar, com sua atenção, com a projeção de sua presença. É isto. Reconhecer o espaço equivale a criar uma presença, uma marca. Dessa forma, você e seu aluno não fazem tão-somente parte de uma massa. São indivíduos. (VIANNA: 2002, p.32)

Nós que nos deparamos com o EAD, essa modalidade de ensino em expansão, temos que ter a clareza de que o contato virtual e/ou digital deve gerar uma reciprocidade de responsabilidades, com vistas a aproximar professores e alunos. O aluno necessita ter certeza que estamos com ele, ouvindo seus pedidos de ajuda, acalmando suas ansiedades e lendo as coisas que escrevem. Enfim, orientando-os. Nessa lógica, os limites impostos pela falta de interação entre os agentes seriam suprimidos, e o EAD, floresceria como um instrumento de democratização do ensino superior.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Curso à distância gratuito com certificação

Olá Prezado Leitor participei deste curso no ano de 2009. Este curso é muito interessante porque é bem ilustrativo, com vídeos sobre os períodos históricos do Brasil República. Vale a pena !

Votação do nome deste Blog

Olá Prezado Leitor, nesta semana, de 22 a 27 de fevereiro de 2011, nosso grupo da disciplina de Tecnologia Educacional sugeriu vários nomes para o Blog e o mais votado foi este. O que demonstra a interação do grupo com o trabalho proposto que foi a criação de um blog sobre Ensino a Distância (EAD)